História

Ao chegar a cidade do Rio de Janeiro, os padres orionitas aceitaram trabalhar no Instituto de Preservação do Rio, que acolhia órfãos.

Contudo, o não poder agir com liberdade na educação dos meninos fez com que Dom Orione, que já conhecia pessoalmente o ambiente, pedisse repetidas vezes ao Pe. Angelo de Paoli: “Tu deves dar à Congregação uma casa de sua propriedade no Rio de Janeiro.” Pe. Angelo interessou-se o quanto possível. Pediu sugestão ao Arcebispo Dom Sebastião Leme e este indicou-lhe uma casa no bairro operário da Gávea (atual Jardim Botânico).

IMG_2673Em 23 de maio de 1924 foi comprado o terreno com uma pequena casinha no meio, na Rua Lopes Quintas, 86 (hoje 274) com uma hipoteca de 60 contos.

A casa foi denominada Casa da Divina Providência e declarada sede oficial da Congregação da Pequena Obra da Divina Providência no Brasil para efeitos civis. O Director era o Pe. Angelo de Paoli.

Em 5 de outobro de 1924 tem início a construção do Instituto Profissional da Pequena Obra. Já funciona ali o Oratório Pio X e o clérigo Arlotti dá aulas de catecismo. A primeira capela começa e ser construída em 1924 e em 7 de junho de 1925 Dom Sebastião Leme visita a casa e benze a nova capela.

IMG_2674Em 16 de março de 1926 acontece o início oficial do Instituto, recebendo os primeiros seis órfãos. Também começa a funcionar uma escola primária com 30 alunos externos. Em 1931 a Capela, embora não sendo sede paroquial, realiza uma grande apostolado. Exemplo disso são os números: 21,095 comunhões, 83 crianças recembem a Primeira Eucaristia, catecismo com 200 alunos, e 150 membros do Apostolado da Oração.

Em 1937 Dom Orione visita novamente o Brasil e em 5 de dezembro de 1937 é benzida a capela do Instituto, denominada Capela Nossa Senhora da Divina Providência.

Em 1958 é criada a Província Nossa Senhora da Fátima, abragendo as casas da Congregação no Brasil. A comemoração oficial realizou-se no Instituto da Divina Providência, no Rio de Janeiro, com a presença do Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara e outras autoridades. Neste periódo são ordenados os seis primeiros sacerdotes orionitas brasileiros.

Em 11 de junho de 1963 a Província comemorou os 50 anos da presença orionita no Brasil. Em 1964 foi eleito o primeiro Provincial brasileiro, o Pe. Antonio Pagliaro.

A capela desenvolvia um grande trabalho junto à comunidade do local e devido a isso a Arquidiocese do Rio de Janeiro autorizou a instituição da Paróquia Nossa Senhora da Divina Providência, que foi oficialmente sagrada em primeiro de janeiro de 1970.

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Pe. Lemos, 1. pároco com Pe. Geraldo, 2. pároco.

O decreto de criação da Paróquia Nossa Senhora da Divina Providência do Jardim Botânico foi assinado em 18 de novembro de 1969 pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara. A Paróquia abrange uma área de 1,90 km quadrados dos quais 40,6% são cobertos por reservas florestais e onde moram 1500 pessoas.

A inauguração oficial da Paróquia ocorreu às dezoito horas do primeiro dia do mês de janeiro de 1970. A cerimônia foi presidida pelo Revmo. Dom José de Castro Pinto, DD Vigário Episcopal da Região Sul, representando o Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara e com a presença do Revmo. Pe. Antônio Pagliaro, DD Provincial da Congregação da Pequena a Obra da Divina Providência, o Revmo. Pe. Genésio Poli, vice-provincial, Pe. Cesare Lelli, diretor da casa religiosa, demais padres e religiosos.

Pe. Antonio Lemos, o primeiro pároco, tomou posse durante este primeira missa.

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