A primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco

Evangelii Gaudium:
Publicada a primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual.

Evangelii Gaudium
Publicada a primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual.

Na manhã de hoje, 26 de novembro, o Santo Padre, o Papa Francisco, publicou sua primeira Exortação Apostólica intitulada “A alegria do Evangelho”. Este documento é fruto da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, de 2012. O documento havia sido entregue de forma simbólica na missa de encerramento do Ano da fé, no último domingo e publicado em vários idiomas nesta terça-feira.

Este documento, pela sua natureza, delineia pontos essenciais para a vida e missão da Igreja, apresentando diretrizes que possam dar um novo impulso missionário na sua ação evangelizadora, encorajando e orientando a uma nova etapa de evangelização cheia de alegria e ardor. O pontífice recorda de forma pastoral a Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, “e aborda, entre outros pontos, a transformação da Igreja missionária, as tentações dos agentes pastorais, a preparação da homília, a inclusão social dos pobres e as motivações espirituais para o compromisso missionário”. No seu jeito simples de se expressar e tocar o coração dos fiéis, o Santo Padre escreve num estilo de linguagem coloquial e direto. A missão é o tema central do documento, em que Francisco conclama os fiéis a um novo jeito de ser Igreja. O documento é dividido em cinco capítulos:

“A transformação missionária da Igreja”.
“Na crise do compromisso comunitário”.
“O anúncio do Evangelho”.
“A dimensão social da evangelização”.
“Evangelizadores com espírito”.

“O que mantém unido todas essas temáticas é o amor misericordioso de Deus, que vai ao encontro de cada pessoa”, afirmou Monsenhor Rino Fisichella. Para ele, o que o Papa nos indica, no fundo, “é a Igreja que se faz companheira de percurso dos nossos contemporâneos na busca de Deus e no desejo de vê-lo”.

Enfim, Dom Lorenzo Baldisseri, que foi Núncio Apostólico no Brasil e agora ocupa a função de Secretário Geral do Sínodo, destacou a universalidade deste documento, bem como a significante contribuição das igrejas particulares na preparação do Sínodo de 2012. Em entrevista à rádio Vaticana, Dom Lorenzo destacou que o documento expressa de forma categórica o fim do eurocentrismo e a dimensão dos pobres.

Pe. Geovani dos Santos – Secretário Provincial

Confira uma síntese da Exortação Apostólica, preparada pela Rádio Vaticano:

“A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus”: assim inicia a Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” com a qual o Papa Francisco desenvolve o tema do anúncio do Evangelho no mundo de hoje, recolhendo por outro lado a contribuição dos trabalhos do Sínodo que se realizou no Vaticano de 7 a 28 de Outubro de 2012 com o tema “A nova evangelização para a transmissão da fé”. “Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos – escreve o Papa – para convidá-los a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria e indicar direcções para o caminho da Igreja nos próximos anos” (1). Trata-se de um premente apelo a todos os baptizados para que com renovado fervor e dinamismo levem aos outros o amor de Jesus num “estado permanente de missão” (25), vencendo “o grande risco do mundo actual”, o de cair “numa tristeza individualista” (2).

O Papa nos convida a “recuperar o frescor original do Evangelho”, encontrando “novas formas” e “métodos criativos”, a não aprisionarmos Jesus nos nossos “esquemas monótonos” (11). Precisamos de uma “uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como elas são” (25) e uma “reforma das estruturas” eclesiais para que “todas se tornem mais missionárias” (27) . O Pontífice pensa também numa “conversão do papado”, para que seja “mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades actuais da evangelização”. A esperança que as Conferências Episcopais pudessem dar um contributo para que “o sentido de colegialidade” se realizasse “concretamente” – afirma o Papa – “não se realizou plenamente” (32). E’ necessária uma “saudável descentralização” (16). Nesta renovação não se deve ter medo de rever costumes da Igreja “não directamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos quais profundamente enraizados ao longo história” (43) .

Sinal de acolhimento de Deus é “ter por todo lado igrejas com as portas abertas” para que aqueles que estão à procura não encontrem “a frieza de uma porta fechada”. “Nem mesmo as portas dos Sacramentos se deveriam fechar por qualquer motivo”. Assim, a Eucaristia “não é um prémio para os perfeitos mas um generoso remédio e um alimento para os fracos. Estas convicções têm também consequências pastorais que somos chamados a considerar com prudência e audácia” (47). Reafirma de preferir uma Igreja “ferida e suja por ter saído pelas estradas, em vez de uma igreja … preocupada em ser o centro e que acaba presioneira num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se algo nos deve santamente perturbar … é que muitos dos nossos irmãos vivem “sem a amizade de Jesus (49).

O Papa aponta as “tentações dos agentes da pastoral”: o individualismo, a crise de identidade, o declínio no fervor (78). “A maior ameaça” é “o pragmatismo incolor da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede na faixa normal, quando na realidade a fé se vai desgastando” (83). Exorta a não se deixar levar por um “pessimismo estéril ” (84 ) e a sermos sinais de esperança (86) aplicando a “revolução da ternura” (88). E’ necessário fugir da “espiritualidade do bem-estar” que recusa “empenhos fraternos” (90) e vencer a “mundanidade espiritual”, que “consiste em buscar, em vez da glória do Senhor, a glória humana” (93) . O Papa fala daqueles que “se sentem superiores aos outros”, porque ” inflexivelmente fiéis a um certo estilo católico próprio do passado” e “em vez de evangelizar … classificam os outros”, ou daqueles que têm um “cuidado ostensivo da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja, mas sem que se preocupem com a inserção real do Evangelho” nas necessidades das pessoas ( 95). Esta “é uma tremenda corrupção com a aparência de bem … Deus nos livre de uma igreja mundana sob cortinas espirituais ou pastorais” (97) .
Ele lança um apelo às comunidades eclesiais para não cairem nas invejas e ciúmes: “dentro do povo de Deus e nas diversas comunidades, quantas guerras” (98). “A quem queremos evangelizar com estes comportamentos?” (100).

Sublinha a necessidade de fazer crescer a responsabilidade dos leigos, mantidos “à margem nas decisões” por um “excessivo clericalismo” (102). Afirma que “ainda há necessidade de se ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva na Igreja”, em particular “nos diferentes lugares onde são tomadas as decisões importantes” (103). “As reivindicações dos direitos legítimos das mulheres … não se podem sobrevoar superficialmente” (104). Os jovens devem ter “um maior protagonismo” (106). Diante da escassez de vocações em alguns lugares o Papa afirma que “não se podem encher os seminários baseados em qualquer tipo de motivação” (107).

Abordando o tema da inculturação, o Papa lembra que “o cristianismo não dispõe de um único modelo cultural” e que o rosto da Igreja é “multiforme” (116). “Não podemos esperar que todos povos … para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adoptadas pelos povos europeus num determinado momento da história” (118). O Papa reitera “a força evangelizadora da piedade popular” (122) e incentiva a pesquisa dos teólogos convidando-os a ter “a peito a finalidade evangelizadora da Igreja” e a não se contentar “com uma teologia de escritório” (133).

Em seguida o Papa detém-se “com uma certa meticulosidade, na homilia”, porque “são muitas as reclamações em relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos” (135). A homilia “deve ser breve e evitar de parecer uma conferência ou uma aula ” (138), deve ser capaz de dizer “palavras que façam arder os corações”, evitando uma “pregação puramente moralista ou de endoutrinar” (142). Sublinha a importância da preparação “, um pregador que não se prepara não é ‘espiritual’, é desonesto e irresponsável” (145). “Uma boa homilia deve conter … ‘uma ideia, um sentimento, uma imagem'” (157). A pregação deve ser positiva, para que possa oferecer “sempre esperança” e não deixe “prisioneiros da negatividade” (159). O próprio anúncio do Evangelho deve ter características positivas: “proximidade, abertura ao diálogo, paciência, acolhimento cordial que não condena” (165).

Falando dos desafios do mundo contemporâneo, o Papa denuncia o actual sistema económico: “é injusto pela raiz” (59). ” Esta economia mata” porque prevalece a “lei do mais forte”. A actual cultura do “descartável” criou “algo de novo”: “os excluídos não são ‘explorados’, mas ‘lixo’, ‘sobras'” (53). Vivemos uma “nova tirania invisível, por vezes virtual” de um “mercado divinizado”, onde reinam a “especulação financeira”, “corrupção ramificada”, “evasão fiscal egoísta” (56). Denuncia os “ataques à liberdade religiosa” e as “novas situações de perseguição dos cristãos … Em muitos lugares trata-se pelo contrário de uma difusa indiferença relativista” (61). A família – continua o Papa – “atravessa uma crise cultural profunda” ” Reafirmando “a contribuição indispensável do matrimónio para a sociedade” (66 ), sublinha que “o individualismo pós-moderno e globalizado promove um estilo de vida … que perverte os vínculos familiares” (67) .

O Papa Francisco reafirma “a íntima conexão entre evangelização e promoção humana” (178 ) e o direito dos Pastores “para emitir opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida das pessoas” (182). “Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião à secreta intimidade das pessoas, sem qualquer influência na vida social”. Cita João Paulo II onde diz que a Igreja “não pode nem deve ficar à margem da luta pela justiça” (183). “Para a Igreja, a opção pelos pobres é uma categoria teológica” antes de ser sociológica. “Por isso peço uma Igreja pobre para os pobres. Eles têm muito a ensinar-nos” (198). “Até que não se resolvam radicalmente os problemas dos pobres … não se resolverão os problemas do mundo” (202). “A política, tanto denunciada” – diz ele – “é uma das formas mais preciosas de caridade”. “Rezo ao Senhor para que nos dê mais políticos que tenham verdadeiramente a peito … a vida dos pobres!” Em seguida, um aviso: “qualquer comunidade dentro da Igreja” que se esquecer dos pobres corre “o risco de dissolução” (207) .

O Papa nos convida a cuidar dos mais fracos: “os sem-tecto, os dependentes de drogas, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados” e os migrantes, para quem o Papa exorta os Países “a uma abertura generosa” (210 ). Fala das vítimas de tráfico e de novas formas de escravidão: “Nas nossas cidades está implantado este crime mafioso e aberrante, e muitos têm as mãos cheias de sangue por causa de uma cumplicidade cómoda e silenciosa” (211). “Duplamente pobres são as mulheres que sofrem situações de exclusão, maus tratos e violência” ( 212) . “Entre estes fracos que a Igreja quer cuidar” estão “as crianças em gestação, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana” (213) . “Não se deve esperar que a Igreja mude a sua posição sobre esta questão … Não é progressista fingir de resolver os problemas eliminando uma vida humana” (214). E depois, um apelo para o respeito de toda a criação: “somos chamados a cuidar da fragilidade das pessoas e do mundo em que vivemos” ( 216) .

No que diz respeito ao tema da paz, o Papa afirma que é “necessária uma voz profética” quando se quer implementar uma falsa reconciliação “que mantém calados” os pobres, enquanto alguns “não querem renunciar aos seus privilégios” (218). Para a construção de uma sociedade “em paz, justiça e fraternidade” indica quatro princípios (221): “o tempo é superior ao espaço” (222) significa “trabalhar a longo prazo, sem a obsessão dos resultados imediatos” (223). “A unidade prevalece sobre o conflito” (226) significa operar para que os opostos atinjam “uma unidade multi-facetada que gera nova vida” (228). “A realidade é mais importante que a ideia” (231) significa evitar que a política e a fé sejam reduzidas à retórica (232). “O todo é maior do que a parte” significa colocar em conjunto globalização e localização (234).

“A evangelização – prossegue o Papa – também implica um caminho de diálogo”, que abre a Igreja para colaborar com todas as realidades políticas, sociais, religiosas e culturais (238). O ecumenismo é “uma via imprescindível da evangelização”. Importante o enriquecimento recíproco: “quanras coisas podemos aprender uns dos outros!”, por exemplo”, no diálogo com os irmãos ortodoxos, nós os católicos temos a possibilidade de aprender alguma coisa mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e a sua experiência de sinodalidade” (246), ” o diálogo e a amizade com os filhos de Israel fazem parte da vida dos discípulos de Jesus” (248 ), “o diálogo inter-religioso”, que deve ser conduzido “com uma identidade clara e alegre” , é ” uma condição necessária para a paz no mundo”, e não obscurece a evangelização (250-251), “nesta época adquire notável importância a relação com os crentes do Islão (252): o Papa implora “humildemente” para que os Países de tradição islâmica garantam a liberdade religiosa para os cristãos, mesmo “tendo em conta a liberdade de que gozam os crentes do Islão nos países ocidentais”. “Diante de episódios de fundamentalismo violento” o Papa convida a “evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma adequada interpretação do Alcorão se opõem a toda a violência” ( 253). E contra a tentativa de privatizar as religiões em alguns contextos, afirma que “o respeito devido às minorias de agnósticos ou não-crentes não se deve impor de forma arbitrária, que silencie as convicções das maiorias de crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas” (255). E reafirma, portanto, a importância do diálogo e da aliança entre crentes e nã-crentes (257) .

O último capítulo é dedicado aos “evangelizadores com o Espírito”, que são aqueles “que se abrem sem medo à acção do Espírito Santo”, que “infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (parresia ), em voz alta e em todo tempo e lugar, mesmo contra a corrente” (259). Trata-se de “evangelizadores que rezam e trabalham” (262), na certeza de que “a missão é uma paixão por Jesus mas, ao mesmo tempo, é uma paixão pelo seu povo” (268): “Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros” (270). “Na nossa relação com o mundo – esclarece o Papa – somos convidados a dar a razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam” (271). “Pode ser missionário – acrescenta ele – apenas quem se sente bem na busca do bem do próximo, quem deseja a felicidade dos outros” (272): “se eu conseguir ajudar pelo menos uma única pessoa a viver melhor, isto já é suficiente para justificar o dom da minha vida” (274). O Papa convida-nos a não desanimar perante as falhas ou escassos resultados, porque a “fecundidade muitas vezes é invisível, indescritível, não pode ser contabilizada”; devemos saber “apenas que o dom de nós mesmos é necessário” (279). A Exortação termina com uma oração a Maria, “Mãe da Evangelização”. “Existe um estilo mariano na actividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afecto” (288).

Fonte: www.news.va

O documento inteiro, de 224 paginas, está disponível em Portugues de Portugal: http://www.vatican.va/holy_father/francesco/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium_po.html

Almoço Beneficente

Fotos do almoço beneficente, dia 20 de Novembro 2013, no Clube Militar.

Retiro Anual do Movimento Laical Orionita

Nos dias 21 e 22 de setembro aconteceu o retiro anual do Movimento Laical Orionita do Rio de Janeiro, reunindo membros do Jardim Botânico (Rio), Santuário de Fátima (Rio), S. Francisco (Niterói) e Esteves (Valença). O Encontro foi realizado no Eremitério Frei Ave Maria, localizado na Fazenda Santo Antonio do Paiol, em Valença.

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(clique no foto para ampliar)

No sábado, após o almoço, o cl. Vitor de Juiz de Fora (MG) abordou o tema “Família orionita rumo aos 100 anos de missão – 1913/2013”. À noite, os padres Antonio de Pádua Lopes Ferreira e Magno Angeli e o grupo de leigos participaram da Hora Santa, com terço meditado com pensamentos de S. Luis Orione.

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clique no foto para ampliar

Na manha de domingo, antes da missa, o Frei Rogelino Oliveira Brito (Frei Geraldo) apresentou o tema “Carisma Orionita – o centenário tem que ser vivido nos tempos da atualidade”.

Durante a missa os oblatos presentes renovaram suas promessas.

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As participantes da nossa paróquia. (clique no foto para ampliar)

O encontro foi encerrado após o almoço e os participantes retornaram às suas cidades, já pensando nos próximos encontros em Aparecida do Norte em outubro e em Mar de Espanha em março 2014.

Ave Maria e Avante.

Marisa Araujo

Festa de Nossa Senhora de Nazaré

Capela do Horto

Programação:

Dia 03/10/2013

19h Missa e Coroação de Nossa Senhora; Barraquinhas: salgados, pescaria e artigos religiosos.

Dia 04/10/2013

19h Missa e Coroação de Nossa Senhora; Barraquinhas: pescaria, caldo-verde e bolo recheado.

Dia 05/10/2013

19h Missa e Coroação de Nossa Senhora; Barraquinhas: salgados, hingo e apresentação de dança (crianças da catequese).

Dia 06/10/2013

9h Missa e Coroação de Nossa Senhora; Apresentação de dança (crianças da catequese), almoço, música ao vivo.

Papa Francisco: 7 de setembro é dia de oração e jejum para Síria

“Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.”

Aqui na Paroquia Divina Providência no dia 7 de Septembro vamos rezar um terço juntos às 17h30min pedindo pela paz na Síria, no Oriente Médio e para o mundo inteiro.

E como de costume celebraremos a missa das 18h juntos aos adolescentes, irmãos e irmãs, tambem com a intenção de nos unirmos ao pedido do Papa Francisco de oração pela paz. Vem participar conosco!

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Hoje, queridos irmãos e irmãs,

queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

(Link)

Abertura da 87ª Semana Eucarística

ABERTURA DA 87ª

SEMANA EUCARÍSTICA

Como tradição na Arquidiocese do Rio de Janeiro, nos sete dias que antecedem a solenidade de Corpus Christi é realizada a Semana Eucarística, no Santuário Nacional de Adoração Perpétua, na Igreja de Sant’Ana. O clero, pastorais, grupos e movimentos religiosos, ordens e irmandades, dedicam um tempo especial para adorar a Jesus Sacramentado.

A 87ª Semana Eucarística acontecerá entre os dias 23 a 29 de maio. Continuar lendo

Nova Imagen de Dom Orione

domorioneA imagem de Dom Orione foi restaurada, com o apoio de ofertas de benfeitores, devotos de São Luís Orione.

Em 16 de maio, dia de celebração da canonização de São Luís Orione a imagem foi abençoada.

blessingorioneE foi celebrado e comemorado também o aniversário de Pe. Magno, Vigário Paroquial e Coordenador da Comunidade Religiosa e Responsável da Casa de Betânia, que acolhe idosos carentes. magnocake